Olhar para o óbvio é a preguiça e o clichê de andar no raso. Muitas
coisas só podem ser entendidas após um intenso mergulho nas profundezas. Há sim
beleza na dor, não pelo sofrimento que causa, mas pela transformação que agrega
após tortuoso ciclo. Ir e olhar além do plano, da terra à vista, apesar das
lágrimas e além dos sorrisos. Isso que é preciso para enxergar o que somente a
alma pode ver. A sabedoria da alma só pode ser capturada pelos silêncios. São
inúteis as palavras para escutar o que vem de dentro. Ouça o vento, sinta o
mar. Olhe fundo nos olhos de alguém e desse lugar, sem uma única palavra
proferir, procure sentir. É isso! Sentir. A alma pede que sintamos o que ela
diz e nenhum amontoado de palavras pode explicar tal coisa. Apenas e
simplesmente: sinta!
Ana Paixão, além do óbvio...
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