terça-feira, 8 de maio de 2018

C'est la vie


Parece que a maneira de alguém amar diz respeito muito mais as suas experiências e constituição enquanto ser que ama e foi amado (ou não amado), do que propriamente está relacionado ao objeto de desejo. 


Em última instância, não se ama o objeto desejado, mas aquilo que pode ser reconhecido como familiar nesse objeto, que é apelidado como “ser amado”.

Assim, o objeto escolhido para amar representaria o padrão de uma vida inteira, amando certo ou errado, seja como for. 


Nem toda forma de amor é válida, mas algumas são conhecidas de longa data e mesmo que não esteja de acordo com o ideal perfeito do próprio sujeito que ama, “é confortável” por ser conhecido (ainda que seja uma perfeita bosta, mas uma bosta familiar).


Em última análise, amar um objeto de desejo “x” é amar suas próprias experiências representadas por esse tal “x”.


Independentemente da relação que isso tenha com a realidade, ou seja, pode ser que ao amar o indivíduo sequer perceba o objeto amado de tão imerso em suas fantasias, pouco o importa se aquele objeto corresponde ou não ao que pensa. 


Talvez, “a solução” para a questão seja o autoconhecimento, através de investimento em si mesmo, análise pessoal  e principalmente: se lascar bastante na vida amorosa e tomar vários capotes, aprendendo com isso (ou não). C'est la vie.

Ana Paixão, devaneios sobre o assunto ai. Várias referências, nenhuma que lembre para citar...

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