Parece que a maneira de
alguém amar diz respeito muito mais as suas experiências e constituição
enquanto ser que ama e foi amado (ou não amado), do que propriamente está relacionado
ao objeto de desejo.
Em última instância,
não se ama o objeto desejado, mas aquilo que pode ser reconhecido como familiar
nesse objeto, que é apelidado como “ser amado”.
Assim, o objeto
escolhido para amar representaria o padrão de uma vida inteira, amando certo ou
errado, seja como for.
Nem toda forma de amor
é válida, mas algumas são conhecidas de longa data e mesmo que não esteja de
acordo com o ideal perfeito do próprio sujeito que ama, “é confortável” por ser
conhecido (ainda que seja uma perfeita bosta, mas uma bosta familiar).
Em última análise, amar
um objeto de desejo “x” é amar suas próprias experiências representadas por
esse tal “x”.
Independentemente da
relação que isso tenha com a realidade, ou seja, pode ser que ao amar o
indivíduo sequer perceba o objeto amado de tão imerso em suas fantasias, pouco
o importa se aquele objeto corresponde ou não ao que pensa.
Talvez, “a solução”
para a questão seja o autoconhecimento, através de investimento em si mesmo,
análise pessoal e principalmente: se lascar
bastante na vida amorosa e tomar vários capotes, aprendendo com isso (ou não). C'est
la vie.
Ana Paixão, devaneios sobre o assunto ai. Várias referências, nenhuma que lembre para citar...
Nenhum comentário:
Postar um comentário