sábado, 24 de março de 2018

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Professores lutam por direitos sociais.
Ocupam as ruas e jornais.
A TV manipula a manifestação,
Desinformados, estúpidos
Dão sua opinião contra a revolução
Radicais esquerdistas
Atacam xiitas direitistas
Muita falação
Pouca escutação
Todo mundo quer falar,
Mas, não ouvir
A família Doriana
Oferece como alimento ração humana
Indignação!
Cracolândia não acabou
Apenas mudou
pra pior lugar
lugar de não ser visto
lugar de ninguém se importar
Ninguém ouve os gritos
Dos excluídos sociais
Globo manipuladora de jornais
Muitos se calam pra ficarem bem na foto, como se a situação política e social do pais não os fosse afetar
Marielle foi morta, mas não vamos nos calar!
O Supremo fecha os olhos
Pra corrupção
Solta bandido rico
E joga preto e pobre na prisão.
Você pode não enxergar
O que está no seu nariz
Ou fingir que não é com você
Acontece que bala perdida
Tem direção
E o que aperta o gatinho
É a sua omissão
Eu não sou politizada,
E nem omissa
Falo do que vejo
Essa é minha premissa
Juízes sem toga
Preparando a condenação
Não no tribunal,
Mas no linchamento virtual
A periferia não é ouvida,
Ao contrário, esquecida.
Realidade doente,
Situação corrompida.
Mataram uma pessoa com ideologia social,
Vilipendio ao cadáver
Por pensar diferente.
O que acontece com essa gente?
Poetas: uni-vos!
A caneta é a nossa guilhotina
Corte as ideias,
Sem desrespeitar
É possível dizer o que pensa
Sem atacar.
Deixem as famílias enterrar seus mortos, deixem-na chorar.
Estado de sítio?
Que situação!
Chama de volta os índios
E devolve esse lugar
Terra linda abençoada
Amazônia devastada
Interesses econômicos
Valem mais do que gente
Não compre qualquer ideia
Leia, pesquise, pergunte, questione!
Livros abrem a mente,
Mas saia do sofá!
Lá fora há várias lutas,
escolha uma e vá Lutar!
Ana Paixão, em sua micro revolução poética.

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