sábado, 24 de março de 2018

Coração arredio


Recuei covardemente
Diante de frustradas tentativas
Afastei-me
Abismo no vácuo
Experiência desconcertante
Estrategicamente falhei
Um passo pra trás
Esquecimento seletivo
respeito o limite imposto
Há portas que não são abertas a força.
A poesia, aqui, é recuar.
Continuo em delírios solitários
Fantasias apaixonadas no imaginário.
Sigo só!
Ouço o som do silêncio e acalmo o coração.
Dessa vez, não.
Saio em retirada e poeticamente sigo sentindo.
Sem ti.
Acaso convide-me a entrar, entro.
Não faço morada forçada em coração arredio.
Sigo encantada, calada. 

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