Desconexão total do Eu, tão seu, nunca foi.
Força anímica inexistente, exauriente.
Jamais vi coisa igual a essa
Ausência complexa
Total falta de existir
Impossível ficar
Impossível partir
A não existência e a dor
Dançaram juntas nessa falta de amor
Lágrimas rolaram e caíram ao chão
Não pude fazer nada mais do que sofrer
A dor foi tão intensa que desmaiei
Sufoquei em meio aos medos e horrores das memórias vividas
Tão sofridas, que a alma chorou.
Preciso de tempo para processar tudo isso
Se pudesse não teria partido,
Mas foi o coração que dividiu, partiu e espatifou
A falta de qualquer coisa encapsulou-me dentro de mim mesmo
Mas já não havia EU
Quem sou?
Dor!
Vontade de gritar, chorar, chorar, chorar...
A alma partiu e não suportou a minha ausência, chorou também.
Ninguém pode imaginar o tamanho do desespero.
Daqui não vejo nada, não há espaço para o amor.
Quanta dor!
Esse foi o dia em que a alma chorou.
Ana
Paixão, em retratos poéticos da alma
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