Os olhos
se enganam ao olhar somente o que é óbvio: a beleza escancarada.
Gosto
mais daquele tipo de beleza que não se mostra evidente. Não é possível ver
somente ao despir a roupa.
A beleza
que verdadeiramente me encanta e prossegue encantando mesmo após aparecerem os
defeitos vistos a olhos nus, quando acabam os feitiços iniciais da paixão, é a
beleza intelectual e de alma.
Inteligência
é algo extremamente atraente, ainda que os músculos da beleza física também
atraiam e as curvas esculturais seduzam, o que sustenta o reencantamento
constante é a admiração por algo que extrapola o belo corpóreo.
Admito
não nego, que a beleza física (ainda que subjetivo o conceito) chama a atenção
em primeiro lugar, antes de mais nada, pois é o que olhamos primeiro.
Entretanto,
em longo prazo, as inquietações de uma mente buscante por conhecimento atraem
muito mais.
Não vou
negar que ao ver um belo corpo meus instintos primários saltam e tentam me
dominar, é quase que darwinista a atração, com um inconsciente voltado para a
preservação da espécie.
No
entanto, para que minha atenção permaneça, é imperioso que a estimulação
cerebral seja tão intensa quanto a corporal.
Sigo
declarando: olho, não nego, um corpo belo na rua. Mas, nada como uma
intelectualidade para aflorar a curiosidade e manter o interesse vivo. É
excitante conviver com alguém inteligente e instigante.
Ana
Paixão, algo sobre beleza, inteligência e atração.
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