sábado, 14 de abril de 2018

algo sobre beleza, inteligência e atração.


Os olhos se enganam ao olhar somente o que é óbvio: a beleza escancarada. 

Gosto mais daquele tipo de beleza que não se mostra evidente. Não é possível ver somente ao despir a roupa. 

A beleza que verdadeiramente me encanta e prossegue encantando mesmo após aparecerem os defeitos vistos a olhos nus, quando acabam os feitiços iniciais da paixão, é a beleza intelectual e de alma. 

Inteligência é algo extremamente atraente, ainda que os músculos da beleza física também atraiam e as curvas esculturais seduzam, o que sustenta o reencantamento constante é a admiração por algo que extrapola o belo corpóreo. 

Admito não nego, que a beleza física (ainda que subjetivo o conceito) chama a atenção em primeiro lugar, antes de mais nada, pois é o que olhamos primeiro. 

Entretanto, em longo prazo, as inquietações de uma mente buscante por conhecimento atraem muito mais. 

Não vou negar que ao ver um belo corpo meus instintos primários saltam e tentam me dominar, é quase que darwinista a atração, com um inconsciente voltado para a preservação da espécie. 

No entanto, para que minha atenção permaneça, é imperioso que a estimulação cerebral seja tão intensa quanto a corporal. 

Sigo declarando: olho, não nego, um corpo belo na rua. Mas, nada como uma intelectualidade para aflorar a curiosidade e manter o interesse vivo. É excitante conviver com alguém inteligente e instigante.

Ana Paixão, algo sobre beleza, inteligência e atração.

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