Embriagada, não pelo vinho,
mas pelo calor de seu corpo,
entrego-me ao prazer.
...
Aceleradamente respiramos,
enquanto os corpos se exploram
a querer, querer e querer...
...
Não há fim, nem começo ou meio.
A ordem não tem importância.
Pode começar do fim
e terminar no começo.
...
Mais uma vez, e outra, e mais outra.
Um ciclo sucessivo de querer e prazer
Beijos alucinados, gozos guardados,
Orgasmos prolongados.
Multifacetados.
...
Numa trama diabólica dionisíaca
nossos corpos se possuem.
E dentro, se fundem,
numa dança poética interminável,
M-E-M-O-R-Á-V-E-L.
...
Ana Paixão, tomada pela embriaguez.
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