sábado, 14 de abril de 2018

O sonho, metáfora para a vida.


Essa paixão foi a melhor distração para os tormentos de uma dor.
Foi o que me resgatou do poço fundo e gélido em que me via.
Boa parte disso tudo foi, sim, uma fantasia.
Mas, note bem, foi ela que me fez suportar a realidade.
Ver a verdade era tão cruel e dolorido, que preferia ter morrido.
Porém, por causa de uma paixão, pude querer afastar a solidão/depressão e novamente sonhar.
O sonho aqui, metáfora para a vida.
Quando pude novamente sonhar...
Quis novamente amar, viver e me apaixonar.
É tudo isso muito além da razão,
É preciso um outro olhar para entender,
Por favor, não limite as questões e sentimentos aqui expostos a teorias racionais, banais.
Seria apequenar a importância e beleza de natureza transcendental 
Dizer que foi uma paixão transferencial.
Falar que o que queria era me ver em você e tal...muito racional!
Fiquemos com a beleza dessa passagem poética de minha vida,
Que levo com carinho, como quem começa a sair de um profundo abismal
Para ver o mundo, 

ainda que fosse transferencial...

ainda que fosse transferencial...

Que bela maneira de me ver, querer você.
Que linda forma de reviver o que estava perdido em mim.
Tudo bem que tenha sido assim.
A poesia é linda da mesma maneira
Que levemos a dureza da vida na brincadeira.
Não posso prometer nada, nem quero, apenas preciso continuar a viver, com o que sobrou de mim de toda essa experiência e aproveitar a transcendência para os novos começos, das auroras que estão por vir, num amanhã desconhecido. 
Há medo sim, não conheço o que existe do lado de lá.
Acostumei com o quarto escuro, sem vida, sem lar.
Reconstruo-me a partir de um novo eu, que não sei quem sou.
Agradeço, sim, ao que passou e espero ver muito mais passar e construir em mim mesmo um lar.
Sigo em busca do amar, mas amar direito, encontrando em mim o amor que se perdeu e depois de encontrar, mais refeita, talvez melhor resolvida (ou não), compartilhar.
Ana Paixão.  

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