sexta-feira, 20 de abril de 2018

Bailando na pista

...
A felicidade ali estava
entre os dedos e mãos
dedilhando caricias
...
de costas, mordidas no pescoço
arrepiam a alma
...
o compasso é envolvente
...
quente, tão quente
que o suor molha os corpos
encharcados pelo deleite do ato,
fato!
...
apesar de limitado o tempo e espaço
tesão inesgotável
e o prazer explorado
de maneira avassaladora
...
Os lábios percorriam o corpo um do outro
Com a volúpia de quem está a explodir
...
A boca pede mordida
e a língua circula
Por um caminho desejado
...
Ainda zonzos e cambaleantes
Há uma tentativa de recobrar o juízo.
...
A energia orgônica acumulada
Tira a atenção,
e não é possível fazer mais nada.
...
Pausa lacaniana,
para recobrar a razão.
Não houve final.
...
Renovaram o convite
Para o baile
que seguiu.
...
deliciosamente os corpos se reencontraram,
na pista e seguiram bailando
a canção interrompida naquela partida.
...
Ana Paixão, bailando,na pista.

Nenhum comentário:

Postar um comentário