quarta-feira, 18 de abril de 2018

Decifra-me!


Delicinha delirante
Preto no branco
do grisalho charmoso
Deliriozinho gostoso
Em meio ao sons da mente
E os gritos uivantes
Do narcísico poético
Embriagado de vinho
E entorpecido de amores
Narra ativas
Suas histórias
Pegadas poéticas imaginárias
Enlouquecidas e apaixonadas
Quantas foram as vezes que os lábios tocados
Foram imaginados?
Tresloucadamente enfurecidos no desejo
Da raiva, da dor, do ir, do vir e do ficar
É preciso saber decifrar os segredos ocultos da poesia
Nela há magia, soberba, diretas concretas e sonhos indizíveis
O prêmio ao final é o gozo mortal
Encarecidamente peço: decifra-me e devora-me!
Do contrário: me deixe tresloucar noutras poesias soltas ao vento por ai
Entenda sinais!
Sonhos são reais para o louco que crê.
Ana Paixão

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