Há tantas
coisas para cavar nas valas fundas do meu ser,
que temo
estar presente quando os fantasmas começarem a aparecer.
...
É que foi
muito tempo dentro de uma caverna escura, gélida, sem vida,
que ao
começar a olhar para a vida, não sei ao certo o que fazer.
...
É tempo de
florescer,
Renascer,
viver.
...
Há tantas
auroras não vistas para acontecer...
...
De mim, o
que será?
Não sei
responder.
...
Deixa o
tempo dizer.
...
Deixa o
vento levar
o que não
serve mais.
...
Que tudo
aquilo que não vivi,
e está por
vir,
seja o
prenúncio de uma nova vida.
Mais leve,
mais bela, mais doce.
...
Despeço-me
do passado, agradecida.
...
E celebro a
vida que começa a despontar,
Com um novo
ser,
Um novo
olhar.
...
Deixa estar,
tudo isso
vai passar
e um dia
irei lembrar,
com carinho,
o que hoje faz doer,
pois, um dia
fará sentido esse entardecer.
...
Ana Paixão, prenúncio.
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