Ódio, foi o que senti!
Muito ódio, muita raiva, frustração...
Engoli seco e “enganei” a sombra.
Sabe o que ela fez comigo?
Me levou a depressão abismal.
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5 anos, num quarto escuro e fechado.
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Na escrita, a fala doce a tentar encobrir o desejo de morte.
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Mas, sabe o que? A morte era necessária!
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Enquanto o discurso produzido era sobre “espalhar o amor”,
Sem, no entanto, encarar o ódio e o rancor, se quer vivi.
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5 anos, em regime fechado, foi a condenação. Depressão.
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Abafar o ódio que se sente é a maior derrota da mente!
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Um dia, o corpo cobra uma posição.
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Você pode amar e espalhar o sentimento, legal, normal,
natural.
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Porém, se o que apodrece dentro de você for a dor, o ódio e
a vontade de matar o que te destruiu: encare isso e use o ódio ao seu favor.
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Ninguém vive só de amor, isso é fantasia!
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O ódio deve ser reconhecido como amigo,
quando é o único sentimento a ser sentido.
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Pode ser aquele amigo que você não visita sempre,
Mas, que está ali, pra quando precisar.
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Não precisa viver odiando,
Nem amando.
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Existem momentos para amar
E outros para odiar,
Saiba equilibrar.
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Ana Paixão, reconhecendo o ódio em mim.
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