Quero algo assim mais recíproco,
mais inteiro,
verdadeiro.
Como um dueto
cantado por nós.
uma valsa, bailada a sós (juntos).
Poderia dizer que não,
mas, de verdade, é essa a minha opção:
reciprocidade,
ainda que isso implique ter que esquecer
tudo aquilo que mais queria lembrar.
Quer ficar? Fique!
Mas, não se demore se for para fazer sofrer.
Quer partir? Vá!
E não esqueça o que fez sorrir, nos dias ensolarados,
ainda que outros tenham sido nublados.
Fiz minha escolha, da qual não abro mão:
decidi não dar prioridade
para quem sou opção.
Se recíproco, fica.
se não for, sai.
Qualquer coisa entre o meio termo,
pra mim, não serve mais,
tanto fez, tanto faz.
Ana Paixão, reciprocidade.
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